| :: 54ª Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos |
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Data: 20 a 30 de Agosto
Local: Parque do Peão
Descrição: 54ª edição do evento. Barretos 2009 - A Festa é sua!
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Paralelamente ao Rodeio, "Os Independentes" se preocupavam em mostrar outros aspectos do estilo de vida do peão de boiadeiro. Suas raízes e costumes foram preservados e mostrados ao turista como vitrine do folclore nacional, foi assim que a população urbana foi tomando contato com a música, a dança, a comida e o modo de vestir deste homem rude.
| Catira |
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A catira faz parte do folclore da Festa. A primeira apresentação da dança em Barretos foi na década de 50, na praça Francisco Barreto grupos de Uberaba, Frutal, Iturama e Tanabi fizeram sua performance encantando a população. Tipicamente brasileira, a catira tem suas raízes em Goiás, norte de Minas e Interior de São Paulo. A coreografia é executada em sua maioria por homens - lavradores, boiadeiros e comerciários, e é formada por seis a dez componentes mais uma dupla de violeiros, que tocam e cantam a moda.
Durante a dança, os violeiros ficam frente a frente. Os demais participantes executam os figurados, em que realçam o bate-pé e o palmeado.
A Meia Lua é um dos figurados mais conhecidos, os participantes ficam em fila indiana e vão dançando até formar uma circunferência. Nesta posição eles realizam uma série de movimentos como o pula lenço, onde os dançarinos utilizam seu próprio lenço, segurando-o por duas pontas opostas, e pulam como uma brincadeira de pular corda. Depois fazem o recorte, onde a cada estrofe da música os pares mudam de lugar longitudinalmente. Os grupos vestem-se como cowboys com camisa xadrez ou estampada de mangas longas, botas, chapéu, um lenço amarrado no pescoço e cinto com fivela grande. Apesar da semelhança das roupas com o jeito americano a catira não tem nenhuma influência da dança country.
PRINCIPAIS GRUPOS:
- Catira Os Independentes (Barretos)
- Catira Os Tangarás do Sertão
- Catira Mirim Sabor Mineiro
- Catira de Goiânia
- Catira Feminina Os Independentes (Barretos)
- Catira Espora de Prata
- Catira de General Salgado
- Catira 16 de Julho (Frutal-MG)
- Catira 13 de Maio ( Frutal-MG)
- Catira Geração pó Geração
- Catira Gastai Vidigal
- Catira de Álvares Florence (SP)
- Catira de Votuporanga (SP)
- Catireiros do Córrego do Cedro de Paulo de Faria (SP).
| Concurso do Berrante |
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O Berrante,é um instrumento feito de chifre de boi e detalhes em couro. Utilizado pelos peões de boiadeiro, ele emite sons agudos e graves, e cada toque é uma senha, avisando a hora do almoço, o toque de recolher, toque de perigo e orienta o sinueiro (boi que comanda a boiada, boi experiente, esperto). Hoje, embora nem tanto utilizado para esta finalidade, o berrante ainda encanta os turistas, e visitantes da festa. Conseguir tirar um belo som do berrante exige muita habilidade do berranteiro. Anualmente é realizado o Concurso do Berrante, que elege e homenageia os melhores berranteiros do país, durante o concurso da Queima do Alho. Durante uma hora, são classificados em média 15 pessoas para participar da final.
O Berranteiro deverá saber os 5 toques principais do berrante, são eles:
Saída ou Solta, para despertar a boiada de manhã. É um toque sereno.
Estradão, toque que reanima a boiada na estrada. É repicado, semelhante ao soldado marchando.
Rebatedouro, toque de aviso de perigo. Semelhante ao toque do clarim.
Queima do Alho, aviso aos peões da hora do almoço.
Floreia, toque livre, pode ser uma música para divertimento.
Todos os classificados são premiados, sendo que os três primeiros recebem uma premiação maior.
Alceu Garcia, foi o berranteiro que mais acumulou vitórias durante esses 44 anos de concurso. O atual vencedor, por três anos consecutivos é Carlos Lopes ( o showman do Berrante), ele é de Britânia / Tocantins.
| Pau de Sebo |
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Desde a primeira gincana organizada pelo Clube Os Independentes, em 1956, o Pau de Sebo é uma das atrações mais divertidas. O desafio do participante é pegar uma bandeira no alto do mastro de 11 metros de altura, sendo dois abaixo do solo e outros 9 metros para a escalada. Qualquer turista que estiver na festa do peão pode participar da brincadeira. A única regra e estar com o corpo liso e não usar nenhum tipo de equipamento ou artifício para escalar. Como o próprio nome diz o pau está envolvido em sebo bovino, dificultando ainda mais a tarefa.
| Queima do Alho |
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A queima do alho é uma tradição durante os dias da Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos.
Trata-se de um concurso culinário, em que o vencedor é o cozinheiro que prepara a melhor refeição à moda dos tropeiros, no menor espaço de tempo.
O prato é composto de: arroz carreteiro feijão tropeiro, couve e churrasco e é feito em fogão improvisado, bem próximo ao chão.
A história deste ritual data dos tempos em que os tropeiros viajavam para vender seus bois. Os grupos eram compostos por um cozinheiro, um ajudante de cozinha e peões. Como as viagens eram longas, duravam entre três e quatro meses, os cozinheiros tinham a preocupação de trazer no lombo dos animais, alimentos não perecíveis, conservados no sal grosso.
Barretos era o ponto final desta longa jornada, por ser um grande mercado de compra de bois. Assim começou a competição entre os cozinheiros para ver quem faz o prato mais saboroso e mais rápido.
RECEITAS (porções para 10 pessoas)
Arroz Carreteiro
Ingredientes: 1 kg de carne-seca, 1 kg de arroz, cebola, alho, pimenta e sal a gosto.
Modo de preparo: cozinhar a carne trocando-se a água duas vezes durante a fervura. Depois de retira-la do fogo pique com a faca até ficar quase como carne moída (não se recomenda moer na máquina, pois altera o sabor).
Em seguida, a carne deve ser colocada em uma panela grossa com banha já quente, junte com o tempero (alho picado batido, cebola, pimenta e sal). Toste um pouquinho e adicione o arroz escorrido e bem lavado. Deixe refogar por algum tempo e sempre mexendo adicione água aos poucos, acompanhando o cozimento.
Nota: este tipo de arroz fica mais gostoso ainda no dia seguinte, requentado.
Feijão Tropeiro
Ingredientes: 1 kg de feijão, 100 g de bacon, 250 g de lingüiça de porco, 250 g de torresmo de panceta, 150 g de carne seca frita (pedaços), 200 g de farinha de mandioca, cebola, alho, pimenta, cheiro verde e sal a gosto.
Modo de preparo: ponha água para ferver com o feijão, (não deixe o feijão de molho de um dia para o outro). Em outra panela frite em banha um pouco de torresmo. Durante a fase de cozimento do feijão, adicione os outros ingredientes: panceta de porco, toucinho, torresmo frito, lingüiça de porco, que deve estar cozida e cortada em rodelas finas, bacon, pedaços de gordura, carne seca. Em seguida para refogar, frite alho picado em banha com um pouco de pimenta do reino.
Paçoca de Carne
Ingredientes: 1kg charque picadinho (batido com faca), ½ kg de farinha de mandioca, ½ kg de farinha de milho.
Modo de preparo: coloque em uma panela óleo quente já com todo o tempero, principalmente alho picado, adicione a carne, deixe refogar por uns 5 minutos. Depois coloque a carne dentro de um pilão de madeira juntamente com a farinha de mandioca e a de milho, pilar até ficar fofinha.
Carne de churrasco
Ingredientes: 3 kg de carne, água e sal. Modo de Preparo: A carne deve ser fatiada em pedaços grossos e banhada em água com sal e um pouco de alho amassado. Deixe-a tomar sereno durante a noite. Depois asse em chapa de folhão.
| Festival da Violeira |
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A Violeira surgiu há 20 anos como um incentivo aos violeiros anônimos que se apresentavam em diversos locais da Festa do Peão de Boiadeiro.
Sensibilizados com o crescimento e aceitação da cultura popular, especificamente a "Caipira", os Independentes resolveram criar um Festival de Moda de Viola com a finalidade de descobrir novos valores para este segmento musical.
Como resultado do bom trabalho realizado, Violeira consegue hoje mobilizar compositores profissionais a participarem do evento. Segundo a opinião de grandes compositores como Tião Carreiro, João Pacífico e Lourival dos Santos a Violeira é um festival de alto nível, e vem melhorando a cada ano.
Os bastidores
Regras Gerais
Os animais devem ser inspecionados antes de poderem ser listados para o rodeio.
Caso algum animal esteja sem condições deverá ser substituído. Em caso do animal machucar-se depois do sorteio e antes do início do rodeio deverá ser substituído.
O animal que se machucar durante a apresentação deverá ser retirado em uma "maca" especial que deverá ser grande o suficiente para retirar cavalos e touros. Bezerros podem ser retirados de caminhonete. Estes animais então devem ser isolados para que se reduza seu estresse.
Esporas
Serão utilizadas somente as esporas de acordo com a portaria da Secretaria da Agricultura anexada a este regulamento. Não é permitido o uso de objetos cortantes ou afiados na barrigueira, sela ou sedém. O sedém deve ser encapado com lã ou algodão. É proibida a utilização de choque elétrico ou qualquer artifício que lesione o animal.
Arena
Os Bretes devem ser construídos de modo a preservar a integridade física do animal
Condições da arena: esta deve estar o mais livre possível de pedras, buracos ou obstáculos desnecessários.
A remoção das tropas e boiadas em geral deve ser feita logo após a competição. Os bezerros não podem ser arrastados intencionalmente. A corda deve ser retirada o mais rápido possível após aprovação da laçada. É obrigatório o uso de pescoceira no laço de bezerro.
É proibido o uso de estimulantes ou hipnóticos para propósito de competição. Animais excessivamente excitados no brete, que se deitam repetidamente ou tentam pulá-lo ou de qualquer maneira estejam em perigo devem ser soltos imediatamente.
O competidor que abusar de qualquer maneira desnecessária será desclassificado e punido com multa.
Vocabulário Country
Aqui estão algumas palavras do vocabulário country, umas dicas para que você não se sinta um estrangeiro durante a festa do peão.
Abeia braba - É o peão fraco, que não consegue ficar em cima do animal
Aguado - Animal estressado, cansado, que não pula na montaria.
Ajeitado - Bonito
Apelo - Algum tipo de falta cometida pelo cowboy na montaria.
Apurrinhado - Touro ou cavalo bom para rodeio.
Baixeiro - Manta/protetor de tecido usado entre o dorso do animal e o arreio.
Barreira - Fita que delimita o início da prova e que não pode ser "queimada".
Berrante - Instrumento feito de chifre de boi com detalhes em couro. Emite sons agudos e graves, que a cada toque é uma senha: avisa a hora do almoço, toque de perigo e orienta o sinoeiero.
Bicharedo - Pessoa legal.
Bitelo - Boa pinta
Boqueta - Coisa ruim.
Brete - Local onde ficam confinados os animais antes da prova e onde são preparados para montaria.
Bruaca - Mala de couro, estilo baú, na qual as comitivas levam sues mantimentos e talheres.
Cabeceira - Excelente cowboy.
Cancha - contar vantagem.
Caneca de dente - É uma caneca com suas bordas serrilhadas, usada somente para pegar água do recipiente. Estas serrilhas são propositalmente feitas para que impeçam as pessoas de levarem a caneca à boca.
Carregado - Quem usa roupa country com muitas franjas e bordas.
Cavalo veiaco - Cavalo de difícil montaria.
Cavalo xucro - Animal selvagem, que não dá doma.
Cernelha - Parte do animal selvagem entre a crina e o dorso.
Chaiene - Mulher bonita.
Chaparreira - Calça de couro com franjas usadas pelo peão por cima do jeans durante a montaria.
Chique até - Pessoa bem vestida ou algo bem bonito.
Chique até o "úrtimo" - Algo muito bom.
Coiote - Copinho de cabaça para tomar pinga.
Comitiva - Grupo de peões que antigamente levava o gado das fazendas para os frigoríficos. Faziam parte da comitiva o cozinheiro, responsável pela bóia ou rango ( comida ), e o berranteiro, que orientava o gado e seus companheiros ao toque do berrante.
Consolação - Cachê recebido pelo peão.
Corda americana - Corda usada para envolver o touro. É toda trançada onde o peão segura amarrando-a na luva. Eles passam breu na corda para dar maior aderência. Corote - tonel de madeira para colocar a pinga.
Crioulo - Estilo gaúcho de montar, não usando arreio e segurando apenas na crina do cavalo.
Cumpa - amigo.
Cutiano - É um instrumento de couro usado para montaria, que também dá nome a um estilo de montaria.
Dar febre - Incomodar, dar trabalho e preocupação.
Dirrubada - Péssimo rodeio.
Duro de boi - Peão bom.
Escorpião no bolso - Cowboy pão-duro, não gasta com nada, mão-de-vaca.
Espritado - Pessoa agitada. Pode ser usado também para cavalos e bois.
Estribo - Lugar onde o cowboy coloca os pés.
Fantasma - Peão medroso, que tem medo do animal.
Fervo - Festa boa.
Gineteada - Ato de montar e esporear.
Ginete - É o nome dado aos peões.
Guaiaca - cinto de couro que possui várias partes para colocar moedas, canivete, dinheiro.
Guampo - Copo feito de chifre para se beber água.
Ir pro Goiás - O mesmo que levar um calote.
Jogar pedra nas pombinhas - Segurar vela, atrapalhar a paquera de alguém.
Lagarta de algodão - Termo usado quando o cowboy quase se machuca durante a montaria.
Loro - correia onde se prende o estribo.
Madrinheira ou madrinheiro - Pessoa responsável pelo resgate dos competidores na arena após a montaria.
Mala-de-louco - Peão que não tem estilo, mas que consegue parar no animal.
Manta - Bife grosso.
Mofete - Pessoas chatas.
Moiá as palavras - Tomar cachaça.
Negar pulo - Quando o animal empaca no meio da arena, se recusa a pular.
Palhaço salva-vidas - Profissional que fica distraindo os animais na arena após a montaria dos peões, reconduzindo-os aos bretes.
Pamonha - Premiação do rodeio.
Peia - Corda usada para amarrar o animal.
Peiteira - Apóia no peito do animal para equilíbrio do peão.
Peseiro - Quando o peão laça o animal pelo pé.
Pialo - Tombo.
Pito - Saliência da parte dianteira da sela western (cabeça), onde se amarram os laços, ponto de apoio do laço na parte posterior da sela.
Polaco - Sinos de metal colocados no touro para irritá-lo.
Queixo-duro ou queixudo - Animal que não atende aos comandos das rédeas (correia para comandar as cavalgadas).
Sedém - Cinta que se amarra na virilha do animal, de crina e pêlo, provocando cócegas e fazendo que ele pule.
Sedém no talo - Calça jeans bem apertada.
Sinueiro - Boi experiente que comanda a manada, esperto, chefe da tropa.
Tá no náilon - mulher conquistada.
Traiado ou "na traia" - adepto de roupa country legítima e completa.
Trempe - Chapa de fogão dobrável usada nas comitivas.
Tropa - Grupo de cavalos e touros de aluguel para os rodeios.
Tropeiro - Dono das tropas.
Vazar - Ir embora.
Isso não vira não - Não vai dar certo.
'Cê é um raio né! - Você é rápido.
Tem base? - Dá pra acreditar?
Com tudo isso, o investidor pode ter certeza do bom retorno de seu investimento e da rentabilidade do empreendimento.
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